Feliz Ano Velho, Marcelo Rubens Paiva

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Durante nossa época de colégio somos obrigados a ler diversos livros, ainda mais quando estamos chegando perto do vestibular. A obrigação de ler algo nessa época em que somos ‘rebeldes’ é que lenha com tudo e, de fato, nem todos os livros são chatos, na verdade tem muita coisa boa que li nessa época e também algumas pérolas que deixei escapar como “Feliz Ano Velho” de Marcelo Rubens Paiva.

Numa troca no Skoob (sim, eu troco livros) vi a oportunidade de finalmente ler o livro que tanto meus colegas tinham recomendado a mais de uma década atrás (sim, sou velho).

Feliz Ano Velho

Tentar sintetizar a história deste livro é uma tarefa um pouco ingrata porque pode deixar uma imagem um pouco errada da obra, afinal trata-se da passagem de vida de Marcelo Rubens Paiva que ficou tetraplégico aos 20 anos de idade depois de um mergulho errado. Fica parecendo apenas mais uma história de superação ou autoajuda.

Longe de ser piegas ou chato, o livro é realmente muito interessante e tem uma linguagem coloquial e franca. Foi um dos best sellers nacionais dos anos 80 – carrega claro gírias e expressões da época, mas nada que prejudique tanto a leitura – e mostrou um sujeito sincero, que expôs seus defeitos e não tentou romantizar a sua aceitação da nova condição de vida.

Recheado de confissões e humor ainda sobra espaço para discussões políticas, ainda mais que Marcelo teve o seu pai Rubens Paiva tido como “desaparecido” na época da ditatura, daqueles desaparecimentos em que nunca mais você vê a pessoa, nem o corpo.

Recomendo o livro por ser um retrato sincero de uma pessoa que sofreu um grande trauma e conseguiu ter sucesso na vida independente de sua condição física, sem esconder o descontentamento por sua situação ou sem querer fazer de sua recuperação um exemplo a ser seguido, não existe glamour, apenas verdade.

Marcelo Rubens Paiva hoje

Marcelo escreveu mais alguns livros após “Feliz Ano Velho” e inclusive tem um filme que estreou nos cinemas chamado “Malu de Bicicleta” que é baseado em uma obra sua de sucesso. Mais um né, porque este foi adaptado também para o cinema (não assisti) e também para o teatro.

Atualmente ele trabalha como jornalista para o Estadão (tem um blog lá dele, confira) e possui perfil no twitter também.

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